Uma usina solar na zona rural de Perdizes, no Alto Paranaíba (MG), foi alvo de um roubo que resume em uma única ocorrência tudo o que está errado com a segurança do setor de energia solar no Brasil.
Cerca de seis homens armados invadiram a instalação durante a madrugada, renderam o vigilante e mantiveram ele sob ameaça durante horas enquanto desmontavam parte da estrutura da usina. Foram levados fios de cobre, equipamentos e materiais avaliados em aproximadamente R$ 500 mil. Para dificultar a investigação, os criminosos também levaram o DVR do sistema de segurança, eliminando qualquer registro de imagem da ação.
O vigilante relatou que, após a fuga, dois drones foram vistos sobrevoando a usina. E dias antes do crime, um drone já havia sido avistado na área. Tudo indica que a ação foi planejada com reconhecimento aéreo prévio.
Esse caso não é isolado. É o retrato de uma ameaça que cresce no mesmo ritmo que o setor solar brasileiro, e que expõe por que a segurança de usinas solares precisa ir muito além de câmeras e vigilantes.
Por que usinas solares se tornaram alvos prioritários
O setor de energia solar vive um momento de expansão acelerada no Brasil. Já é a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional, com milhares de usinas distribuídas pelo país. Mas cada nova usina instalada em área remota é também um novo alvo potencial.
Cobre de alto valor em grandes quantidades. Os cabos de corrente alternada contêm cobre puro, o metal mais valorizado no mercado ilegal. Em Jardim Alegre (PR), em julho de 2026, criminosos furtaram aproximadamente 1.000 metros de fios de uma usina, cortando a grade que protegia os inversores. O prejuízo só foi percebido quando a usina parou de gerar energia.
Equipamentos revendíveis. Inversores, controladores e até painéis solares têm valor no mercado clandestino e são relativamente fáceis de remover.
Localização remota. Usinas solares ocupam grandes áreas em regiões afastadas, com baixa presença humana, resposta policial demorada e perímetros extensos que um vigilante sozinho não cobre.
Crime organizado, não oportunista. O caso de Perdizes mostra claramente: seis homens armados, ação coordenada por horas, reconhecimento prévio por drone e remoção do DVR. Não é furto de oportunidade. É operação planejada por grupo especializado.
O que o caso de Perdizes ensina sobre segurança perimetral
A usina de Perdizes tinha vigilante e sistema de câmeras. Mesmo assim, R$ 500 mil foram levados. Por quê?
O vigilante foi rendido. Uma pessoa sozinha contra seis homens armados não tem como resistir. A presença humana é importante, mas não é barreira quando a ameaça é organizada e violenta.
O sistema de câmeras foi neutralizado. Os criminosos levaram o DVR. Sem o gravador, não há registro da ação, o que dificulta a identificação e a investigação. Câmeras sem proteção do sistema de gravação são vulneráveis exatamente nesse ponto.
Não houve detecção antecipada. Os criminosos chegaram, entraram e agiram durante horas. Nenhum alerta foi disparado antes da invasão. Nenhum sistema detectou a aproximação antes que os homens já estivessem dentro da usina.
O reconhecimento por drone não foi identificado. O drone avistado dias antes era o primeiro sinal de que a usina estava sendo estudada como alvo. Se esse drone tivesse sido detectado por um sistema de vigilância aérea, a usina teria tido a chance de reforçar a segurança ou acionar as autoridades antes do crime.
Cada uma dessas falhas aponta para a mesma conclusão: a segurança de usinas solares baseada apenas em câmeras e vigilantes não é suficiente para o nível de ameaça atual.
A segurança para usinas solares que teria feito diferença em Perdizes
Se a usina de Perdizes tivesse um sistema de segurança perimetral em camadas, a sequência de eventos teria sido completamente diferente:
Dias antes do crime: o drone de reconhecimento teria sido detectado pelo sistema de detecção aérea, gerando um alerta de que a instalação estava sendo monitorada. A equipe poderia ter reforçado a vigilância ou comunicado as autoridades.
Na noite do crime: o radar teria detectado a aproximação dos seis homens antes que chegassem à cerca da usina. O alerta teria sido disparado com localização precisa. O drone de segurança teria decolado automaticamente para o ponto de detecção, transmitindo imagem ao vivo para a central.
A diferença não é teórica. É a diferença entre R$ 500 mil de prejuízo e uma tentativa frustrada.
Quanto custa não investir em segurança de usinas solares
Os números vão além do caso de Perdizes:
R$ 500 mil em equipamentos levados em uma única ação em Perdizes (MG).
1.000 metros de fios furtados em Jardim Alegre (PR), com a usina parada por dias sem gerar energia, multiplicando o prejuízo direto pelo custo da geração perdida.
Quatro tentativas de furto em uma usina de 4,7 MW no interior de São Paulo antes de conseguir proteger o perímetro.
400 metros de cabos levados em uma madrugada em Imbituba (SC), comprometendo todo o funcionamento do sistema.
E cada hora de geração perdida em uma usina solar é receita que não se recupera. Em contratos de fornecimento, a indisponibilidade pode gerar penalidades que amplificam o prejuízo muito além do valor do material furtado.
Diante desses valores, o investimento em segurança perimetral se paga na primeira ocorrência evitada. Não é uma despesa do projeto: é a proteção da rentabilidade do ativo.
Como a Ôguen entrega segurança de usinas solares na prática
A Ôguen já protege usinas solares em operação real. Uma usina fotovoltaica de 566.000 m² é coberta com apenas 10 radares Magos, 4 câmeras e 5 postes. A UFF Araucária, a maior usina solar flutuante do Brasil, sobre a Represa Billings em São Paulo, com mais de 10.500 painéis e 7 MWp, é protegida pelo Radar Magos com IA.
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A tecnologia aplicada combina:
Radar Magos para cobertura de grandes áreas abertas com detecção e rastreamento em até 1.000 metros, funcionando 24h sem interferência de reflexo solar ou condições climáticas.
Detecção de drones Magos e R2 Wireless para identificar drones antes que a invasão seja planejada.
CovertEye RF para vigilância remota nos trechos com vegetação e sem infraestrutura.
Drones de Segurança Easy Aerial para resposta aérea automática com verificação visual em segundos.
Tudo operando com energia solar e comunicação wireless, sem depender de rede elétrica ou infraestrutura que muitas vezes não existe nas regiões onde as usinas estão instaladas.
Conclusão: Perdizes é um aviso, não uma exceção
O caso de Perdizes não é um evento raro. É a manifestação mais visível de uma ameaça que cresce junto com o setor solar brasileiro. Furtos de cobre, roubos de equipamentos e invasões armadas com reconhecimento por drone estão se tornando parte da realidade operacional de quem investe em geração fotovoltaica.
A boa notícia é que a segurança de usinas solares capaz de evitar o próximo Perdizes já existe, já está operando em usinas brasileiras e já provou seu valor na prática.
A pergunta para cada gestor de usina solar é simples: você vai esperar os R$ 500 mil de prejuízo para investir em segurança de usinas solares, ou vai proteger antes?
Quer entender como seria um projeto de segurança perimetral para a sua usina solar? Entre em contato com a Ôguen.





