Na noite de 22 de julho de 2026, policiais penais do presídio de segurança máxima Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, em Campo Grande (MS), derrubaram um drone com vassouras e rodos enquanto ele sobrevoava o pátio da unidade carregando cocaína e um celular.
A cena seria cômica se não fosse grave. O presídio recebeu em novembro de 2025 uma tela antidrone como parte de um pacote de melhorias na segurança. Desde então, os vãos do telamento foram ajustados diversas vezes para reduzir as brechas. Mesmo assim, os presos adaptaram: passaram a usar embalagens no formato “linguicinha”, finas o suficiente para passar pelos vãos, e pescam as entregas com ganchinhos amarrados em cordas.
Enquanto isso, na Penitenciária Estadual de Dourados, em área rural e com entorno amplo, drones operam à noite sem qualquer barreira. Em 16 de julho, um drone com 14 carregadores de celular foi interceptado. Em 10 de julho, quase 1 kg de droga foi lançado na unidade.
A mensagem é clara: barreiras físicas não resolvem o problema dos drones em presídios. A solução para os drones em presídios está na detecção eletrônica, e o próprio governo federal já reconheceu isso.
A corrida entre crime e barreira física
A instalação de telas antidrone em presídios segue uma lógica simples: se o drone não consegue passar, o material não chega. Na teoria, funciona. Na prática, o crime se adapta mais rápido do que a engenharia da tela.
O caso da Máxima ilustra com precisão esse ciclo. A tela foi instalada, os criminosos encontraram brechas. Os vãos foram reduzidos, os criminosos mudaram o formato das embalagens. Os policiais derrubam um drone com vassoura, outro aparece na noite seguinte.
O problema não é a tela em si. É que qualquer barreira física é contornável quando o adversário tem tempo, motivação e recursos para estudá-la. E o crime organizado que opera nos presídios brasileiros tem os três.
O sindicato dos servidores penitenciários de Mato Grosso do Sul já se posicionou publicamente: a tela é um mecanismo útil, mas precisa ser complementada por sistemas tecnológicos de bloqueio de drone dentro de um espaço aéreo delimitado.
O que as barreiras físicas não cobrem
Telas, redes e muros altos funcionam como primeira camada de contenção, mas têm limitações estruturais que o crime explora:
Adaptação de embalagens. Como demonstrado na Máxima, o formato do material transportado muda conforme a barreira muda. Embalagens “linguicinha”, pacotes comprimidos e cargas fracionadas são respostas diretas ao telamento.
Voo noturno. Drones operam predominantemente à noite, quando a visibilidade é reduzida e a equipe de monitoramento é menor. Uma barreira física não detecta o drone que está se aproximando: ela só tenta impedir a entrega quando o drone já está sobre o presídio.
Entorno sem cobertura. Presídios como a PED de Dourados ficam em área rural com entorno amplo. Não há como telar todo o espaço aéreo ao redor da unidade. O drone decola a centenas de metros de distância e chega sem ser detectado.
Desgaste e manutenção. Telas e redes sofrem com intempéries, precisam de reparos constantes e criam pontos de fragilidade ao longo do tempo. Cada ponto danificado é uma oportunidade para o crime.
Nenhuma informação sobre o operador. A barreira física tenta impedir o drone, mas não identifica quem está operando, de onde está operando nem quando vai tentar novamente. O crime planeja a próxima tentativa enquanto a equipe ainda está consertando a tela.
Detecção eletrônica: a camada que falta para combater drones em presídios
A resposta para o problema dos drones em presídios não é construir barreiras mais altas ou telas mais fechadas. É detectar o drone antes que ele chegue ao espaço aéreo da unidade e identificar quem o está operando.
Sistemas de detecção eletrônica operam no espectro de radiofrequência e por radar, identificando a presença de drones nas imediações da unidade prisional em tempo real. Quando um drone é detectado, a equipe de segurança recebe alerta imediato com a localização da aeronave.
Essa informação muda completamente a dinâmica da segurança:
Antecipação. A equipe sabe que um drone está se aproximando antes que ele chegue ao espaço aéreo do presídio, ganhando tempo para acionar protocolos de resposta.
Inteligência. O registro de detecções ao longo do tempo cria um mapa de horários, frequências e rotas de aproximação que alimenta o trabalho de inteligência e permite ações preventivas.
Independência de barreiras físicas. A detecção funciona independente de telas, muros ou redes. Mesmo que a barreira física seja contornada, o sistema já identificou a ameaça.
Como a tecnologia Ôguen resolve o problema dos drones em presídios
A abordagem da Ôguen para unidades prisionais combina camadas de detecção aérea complementares com resposta integrada:
R2 Wireless: detecção por radiofrequência. O sistema monitora continuamente o espectro de radiofrequência ao redor da unidade e identifica drones pelo sinal de comunicação com o operador, muitas vezes antes mesmo da decolagem. Isso significa que a equipe de segurança pode ser alertada no momento em que o operador liga o drone nas imediações, antes que a aeronave sequer levante voo.
Radar de Drones Magos: detecção por radar. O sistema identifica e rastreia aeronaves no espaço aéreo da instalação, incluindo drones controlados por fibra óptica que não emitem radiofrequência. Como o radar detecta o objeto físico no ar, nenhum drone fica invisível, independentemente da tecnologia de controle utilizada.
Drones de Segurança Easy Aerial: resposta aérea automática. Quando uma ameaça é detectada, o drone de segurança decola automaticamente e chega ao ponto de alerta com câmera HD e transmissão ao vivo, fornecendo verificação visual imediata da ameaça.
De vassouradas a tecnologia: o salto que os presídios precisam dar
O contraste entre a realidade atual e a solução disponível é gritante. De um lado, policiais penais derrubando drones com vassouras e rodos na madrugada. Do outro, tecnologia israelense validada pelo Exército de Israel, adquirida pelo governo federal para os presídios federais e disponível no Brasil pela Ôguen.
O sindicato dos servidores penitenciários tem razão quando cobra investimento em tecnologia. A tela antidrone cumpre um papel, mas sozinha não resolve. O crime se adapta mais rápido do que qualquer barreira física pode acompanhar. A detecção eletrônica é a camada que transforma a segurança de reativa para preventiva, identificando a ameaça antes da entrega e o operador antes da fuga.
A tecnologia existe, já foi adquirida pelo governo federal e já está disponível para unidades estaduais e municipais. A pergunta não é se a solução para os drones em presídios existe. É quanto tempo mais vão depender de vassouradas.
Quer entender como implementar detecção anti-drone? Entre em contato com a Ôguen.





