O furto de energia elétrica no Brasil gerou prejuízo de R$ 10 bilhões às distribuidoras em 2025, provocou 620 mil apagões em 2024 e comprometeu o fornecimento de pelo menos 2,1 milhões de residências e estabelecimentos comerciais. O volume de cabos furtados triplicou em um único ano, passando de 300 toneladas em 2024 para 975 toneladas em 2025, com prejuízo financeiro saltando de R$ 50 milhões para R$ 90 milhões no mesmo período. E apenas nos primeiros meses de 2026, 58 pessoas foram presas em flagrante em Rondônia por furto de energia, com mais de 40 mil inspeções realizadas pela Energisa no estado.
Esses números revelam uma realidade que vai muito além das ligações clandestinas em residências. O furto de energia em instalações industriais, subestações elétricas, usinas solares, hidrelétricas e parques eólicos é uma ameaça crescente, organizada e com impacto direto sobre a continuidade operacional de infraestruturas críticas em todo o Brasil.
A segurança perimetral para instalações de energia é a resposta que atua antes do dano, não depois.
O que está sendo furtado e por quê
O crime contra instalações de energia evoluiu em sofisticação e escala. Não se trata mais apenas de ligações clandestinas em bairros de baixa renda. Organizações criminosas estruturadas atuam em instalações industriais, depósitos de distribuidoras e infraestrutura de transmissão com planejamento, especialização e volume.
Cabos de cobre e alumínio são os alvos mais frequentes. Com o preço do cobre em alta no mercado internacional, o furto de cabos em subestações, linhas de transmissão e instalações de energia renovável tornou-se altamente lucrativo. Uma única ação pode remover centenas de metros de cabo em poucas horas, causando danos que levam dias para ser reparados e afetam toda a área de cobertura da instalação.
Transformadores e equipamentos elétricos têm valor elevado tanto no mercado de peças quanto como sucata. Sua remoção em subestações remotas pode paralisar o fornecimento de energia para regiões inteiras.
Painéis fotovoltaicos são alvos crescentes em usinas solares instaladas em áreas remotas. Painéis de última geração têm valor unitário expressivo e são relativamente fáceis de remover e revender.
Diesel e combustível armazenado em geradores e sistemas de backup em instalações de energia são alvos frequentes, especialmente em regiões afastadas dos centros urbanos.
A CPFL Energia registrou 354 furtos em 2025, alta de 26% em relação ao ano anterior, com investigações apontando para a atuação de organização criminosa estruturada dedicada ao furto de equipamentos, manipulação de medidores e instalações clandestinas. O padrão identificado é recorrente em todo o Brasil: grupos especializados que mapeiam as instalações, identificam os horários de menor vigilância e atuam com velocidade e coordenação.
Por que instalações de energia são especialmente vulneráveis
As características operacionais das instalações de energia criam condições que favorecem o crime e dificultam a proteção com sistemas convencionais:
Localização remota. Subestações, usinas solares e parques eólicos estão frequentemente instalados em regiões afastadas dos centros urbanos, com acesso limitado, resposta policial demorada e infraestrutura de telecomunicações instável. Quando um crime é detectado e comunicado, o dano já foi feito.
Perímetros extensos. Uma usina solar de médio porte pode ter perímetro de vários quilômetros. Parques eólicos ocupam áreas ainda maiores, com torres distribuídas ao longo de centenas de hectares. Câmeras convencionais não cobrem essas extensões com eficácia real.
Operação com equipe reduzida. Muitas instalações de energia renovável operam com monitoramento remoto e equipe mínima em campo. Isso reduz o custo operacional, mas também reduz a capacidade de detecção e resposta a invasões.
Ausência de infraestrutura de segurança adequada. A maioria das instalações de energia foi projetada com foco na geração e transmissão, não na proteção perimetral. Câmeras nas entradas e cerca no perímetro são a configuração mais comum, insuficiente para o nível de ameaça atual.
Horário de maior vulnerabilidade. O crime contra instalações de energia ocorre predominantemente à noite e nos fins de semana, quando a equipe de monitoramento é reduzida e o tempo de resposta é maior.
O impacto real de uma invasão em instalações de energia
Para entender por que a segurança perimetral para instalações de energia é um investimento estratégico, é preciso calcular o custo real de uma única ocorrência grave.
O furto de 400 metros de cabos em uma usina solar, como documentado em casos recentes no Brasil, gera prejuízo direto de R$ 30 mil apenas em material. Mas o custo total é muito maior: paralisação da geração durante o reparo, horas de trabalho técnico especializado, deslocamento de equipe, peças de reposição e, em alguns casos, impacto sobre contratos de fornecimento com penalidades por indisponibilidade.
Em subestações, a remoção de transformadores ou cabos de alta tensão pode paralisar o fornecimento para toda uma região, gerando responsabilidade civil da concessionária e custos de reparação que superam em muito o valor do equipamento furtado.
Para usinas fotovoltaicas em regiões remotas, onde o acesso para reparo leva dias, cada hora de geração perdida representa receita que não se recupera.
Como a segurança perimetral para instalações de energia funciona na prática
A Ôguen aplica em projetos de energia uma abordagem em camadas que cobre os pontos cegos que sistemas convencionais não alcançam, com tecnologia israelense desenvolvida para operar de forma autônoma em condições adversas.
Radar Magos: cobertura de grandes áreas sem dependência de iluminação

O Radar Magos cobre grandes áreas abertas com alcance de até 1.000 metros por unidade, rastreando e classificando em tempo real qualquer pessoa ou veículo em movimento no perímetro. Funciona 24 horas por dia, independentemente de iluminação, chuva, neblina ou poeira.
Para usinas solares e parques eólicos, onde a extensão do perímetro inviabiliza a cobertura por câmeras convencionais, o radar monitora toda a área com mínima infraestrutura e mínimo custo de manutenção. Quando detecta movimento, aciona automaticamente a câmera PTZ para verificação visual e alerta o operador com localização precisa.
Minas Eletrônicas SensoGuard: detecção subterrânea e invisível

Para instalações com vegetação no entorno ou trechos de perímetro onde a cobertura por radar é complementada por detecção mais granular, as Minas Eletrônicas SensoGuard operam abaixo do solo, detectando vibrações causadas por pessoas ou veículos sem nenhuma presença visual.
Invisíveis, operando com bateria de longa duração e sem dependência de rede elétrica, são ideais para os trechos de maior vulnerabilidade das instalações de energia: fundos do terreno distantes da guarita, divisas com vegetação e áreas de acesso secundário raramente monitoradas.
Drones de Segurança: resposta aérea automática

Quando os sensores de perímetro detectam uma ameaça, o Drone de Segurança decola automaticamente e chega ao ponto de alerta em segundos com câmera HD e transmissão ao vivo. Em instalações de grande extensão, onde o deslocamento da equipe de segurança até o ponto de detecção pode levar minutos, o drone entrega a imagem em tempo real antes de qualquer resposta física.
R2 Wireless: detecção anti-drone

Instalações de energia são alvos crescentes de reconhecimento por drones antes de ações criminosas. O R2 Wireless monitora continuamente o espectro de radiofrequência e detecta drones não autorizados pelo sinal de comunicação com o operador, antes mesmo de decolar. Isso fecha o ponto cego aéreo que nenhum sistema de câmeras ou radar terrestre consegue cobrir.
Segurança perimetral para instalações de energia: aplicação por tipo de instalação
Usinas fotovoltaicas. O foco principal é o perímetro dos campos de painéis, com atenção especial aos trechos mais afastados da guarita e aos acessos secundários. Radares cobrindo os campos abertos e minas eletrônicas nos trechos com vegetação formam a combinação mais eficaz.
Subestações elétricas. Instalações de médio e grande porte com transformadores e equipamentos de alto valor precisam de cobertura total do perímetro externo, com detecção antecipada que permita acionamento das autoridades com antecedência suficiente para intervenção antes do dano.
Parques eólicos. Torres distribuídas ao longo de grandes extensões criam desafios únicos de cobertura. Radares com alcance de 1.000 metros cobrem as áreas entre torres, enquanto sensores sísmicos monitoram os acessos a cada estrutura.
Hidrelétricas. O perímetro combinado terrestre e aquático das usinas hidrelétricas exige tecnologias que cubram ambas as dimensões. Radares com capacidade de detecção em superfície de água identificam embarcações não autorizadas se aproximando das estruturas.
Linhas de transmissão. Para concessionárias que precisam monitorar extensos trechos de linha de transmissão em áreas remotas, o CovertEye RF entrega vigilância de longo alcance sem infraestrutura, monitorando os pontos de maior vulnerabilidade ao longo do traçado.
Operação autônoma: essencial para instalações remotas
A característica mais crítica de um sistema de segurança perimetral para instalações de energia remotas não é a tecnologia em si. É a capacidade de operar de forma completamente autônoma, sem depender de infraestrutura que muitas vezes não existe nessas regiões.
As tecnologias Ôguen atendem exatamente esse requisito: alimentação fotovoltaica independente da rede elétrica da concessionária, comunicação wireless sem necessidade de cabeamento extenso ao longo do perímetro, baterias de longa duração nos sensores sísmicos e manutenção mínima em todos os componentes.
Para instalações em regiões remotas onde o suporte técnico demora a chegar, um sistema que funciona de forma autônoma por longos períodos sem intervenção não é um diferencial: é um requisito básico.
A lei pune depois. A tecnologia previne antes.
A Lei 15.397/2026, sancionada em maio deste ano, aumentou as penas para furto de equipamentos que comprometem serviços essenciais, incluindo distribuição de energia, podendo chegar a 12 anos de reclusão. A legislação representa um avanço importante no reconhecimento da gravidade desses crimes.
Mas a punição, por mais severa que seja, acontece depois que o cabo já foi furtado, o transformador já foi removido e a usina já ficou parada por dias. Para gestores de instalações de energia, a pergunta relevante não é qual a pena para o crime. É como impedir que ele aconteça.
A segurança perimetral para instalações de energia é a resposta que atua no único momento que realmente importa: antes da ação criminosa.
Conclusão: o setor de energia precisa de segurança perimetral à altura da ameaça
R$ 10 bilhões em prejuízo às distribuidoras, 975 toneladas de cabos furtados, 620 mil apagões e dezenas de usinas solares afetadas: o crime contra instalações de energia no Brasil não é um problema residual. É uma ameaça estruturada que cresce ano após ano e que sistemas convencionais de câmeras e cercas não estão conseguindo conter.
A segurança perimetral para instalações de energia que a Ôguen implementa foi desenvolvida para os ambientes mais exigentes do mundo: sem infraestrutura, em grandes extensões, com operação autônoma e detecção antecipada que atua antes que o dano aconteça.
Em um setor onde uma única ocorrência pode custar dezenas de vezes o valor do sistema de segurança, a tecnologia não é uma despesa operacional. É a proteção da continuidade do negócio.
Quer entender como seria um projeto de segurança perimetral para a sua instalação de energia? Entre em contato com a Ôguen.





