Explosivos Artesanais Apreendidos no Perímetro Aquático de uma das Maiores Hidrelétricas do Brasil

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Durante um patrulhamento fluvial de rotina no Rio Madeira, a Polícia Militar de Rondônia avistou uma embarcação navegando em área com restrição de acesso, nas proximidades da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho. Ao perceber a aproximação da viatura policial, o condutor da embarcação fugiu em alta velocidade, realizando manobras evasivas, até abandonar o barco ainda com o motor ligado e desaparecer na direção do pedral da usina.

A equipe policial, usando a embarcação blindada Candiru, encontrou no local uma rede de pesca do tipo malhadeira com aproximadamente 150 metros de comprimento e dois metros de altura, além de quatro artefatos explosivos artesanais, conhecidos como “bomba 1000”, três deles com placas de chumbo amarradas à estrutura. Também foram apreendidos um motor de popa, combustível e documentos. A ação faz parte da Operação Brasil Contra o Crime Organizado.

O caso, por si só, ilustra uma prática ambiental criminosa recorrente: o uso de explosivos artesanais para pesca predatória em massa. Mas o local onde essa prática foi flagrada expõe uma lacuna real de segurança perimetral aquática que deveria acender um alerta mais amplo.

 

Uma das maiores hidrelétricas do Brasil, com um perímetro que ninguém consegue vigiar sozinho

A Usina Hidrelétrica de Santo Antônio tem 3.568 MW de capacidade instalada, um dos maiores complexos de geração de energia do país, construído com investimento superior a US$ 7 bilhões. É do tipo fio d’água, com reservatório extenso ao longo do Rio Madeira, operada pela Eletronorte.

Uma instalação dessa escala não pode depender de vigilância humana constante cobrindo cada metro do seu perímetro aquático. A extensão da área, a quantidade de pontos de acesso pela água e a impossibilidade prática de instalar qualquer barreira física sobre um rio tornam esse tipo de patrulhamento fluvial, por mais eficiente que a equipe seja, uma amostragem, não uma cobertura contínua.

Isso significa que a embarcação flagrada nesta operação específica foi identificada porque a Polícia Militar estava fazendo patrulhamento naquele exato momento, naquele exato trecho do rio. A pergunta que fica é: quantas outras aproximações não autorizadas acontecem em trechos e horários em que nenhuma patrulha está passando?

 

Por que a presença de explosivos perto de uma hidrelétrica é uma questão de segurança perimetral

O uso mais provável dos artefatos apreendidos é a pesca predatória, uma prática ilegal comum em áreas com restrição ambiental como reservatórios de hidrelétricas. Mas o fato de o material ter sido encontrado especificamente nas proximidades de uma estrutura de geração de energia de escala nacional levanta uma questão que vai além da fiscalização ambiental.

Uma instalação como Santo Antônio não deveria depender de sorte, isto é, de uma equipe estar passando no momento certo, para identificar embarcações não autorizadas se aproximando com qualquer tipo de material que represente risco. Independentemente da intenção de quem estava na embarcação, o fato de ela estar carregando explosivos e ter alcançado uma área de restrição de segurança da usina demonstra uma lacuna real de monitoramento contínuo do perímetro aquático.

 

O que a segurança perimetral aquática por radar Magos mudaria neste cenário

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Aplicando a lógica de segurança perimetral em camadas a um caso como esse, a diferença está na natureza da vigilância: pontual versus contínua.

Patrulhamento fluvial: detecção pontual. Depende da presença física de uma equipe naquele trecho específico do rio, naquele momento específico. Fora dessa janela, a área fica sem monitoramento ativo.

Radar de detecção perimetral: cobertura contínua. O Radar Magos monitora a superfície aquática 24 horas por dia, identificando qualquer embarcação que se aproxime de áreas restritas, independentemente de haver uma patrulha no local naquele instante. Quando uma embarcação entra em uma zona de exclusão, o sistema classifica o movimento e aciona um alerta imediato para a central de segurança, com localização precisa.

Isso não substitui o trabalho de patrulhamento policial, que continua sendo essencial para a resposta e a investigação. Mas adiciona a camada que falta: saber que a aproximação está acontecendo no momento em que ela começa, não depender de que uma equipe esteja passando por ali para flagrar a situação.

Confira o Radar Magos funcionando

Radar sem interferência da água: o pilar da segurança perimetral aquática

Ambientes fluviais e reservatórios de hidrelétricas apresentam um desafio técnico específico para sistemas de detecção: reflexo constante da luz na superfície da água, variação de luminosidade ao longo do dia e, em muitos casos, neblina matinal característica de grandes corpos d’água.

O Radar Magos opera por ondas de rádio, não por captação de imagem, o que significa que essas condições simplesmente não afetam sua capacidade de detecção. Uma embarcação se aproximando às 22h em uma noite sem lua é detectada com a mesma precisão que uma se aproximando ao meio-dia sob sol forte. É exatamente a mesma tecnologia que já protege portos e áreas aquáticas no Brasil contra reflexo, neblina e chuva.

 

Conclusão: infraestrutura de bilhões, vigilância que precisa ser constante

A apreensão de explosivos artesanais nas proximidades da Usina Santo Antônio terminou bem, com o material recolhido antes de qualquer consequência mais grave. Mas o desfecho positivo aconteceu por causa da coincidência de uma patrulha estar no lugar certo, na hora certa, não por causa de um sistema de monitoramento contínuo cobrindo aquele trecho do rio.

Para uma instalação com a escala e a importância estratégica de uma hidrelétrica de 3.568 MW, depender de coincidência não deveria ser a estratégia de segurança perimetral aquática. A tecnologia para transformar vigilância pontual em cobertura contínua já existe e está disponível no Brasil.

 

Quer entender como a detecção contínua por radar se aplicaria ao perímetro aquático da sua instalação? Entre em contato com a Ôguen.