Na noite de 16 de agosto de 2026, o Fantástico, um dos programas de maior audiência da televisão brasileira, dedicou uma reportagem especial a um tema que saiu das páginas de conflitos internacionais e chegou às comunidades do Rio de Janeiro: drones com explosivos usados como arma de guerra entre facções criminosas.
A reportagem reuniu imagens obtidas pela polícia e registros feitos por moradores durante ataques reais. Os vídeos mostram explosões, casas e veículos atingidos e pessoas feridas por estilhaços. Em uma das gravações, um morador percebe a aproximação de um drone carregando uma granada e alerta a mãe antes que o artefato seja lançado. Na sequência, ouve-se a explosão.
Quando o tema sai de relatórios policiais e entra no horário nobre da televisão brasileira, o recado é claro: os drones com explosivos deixaram de ser uma ameaça de nicho e se tornaram um problema de segurança pública reconhecido em escala nacional.
Para gestores de segurança de instalações críticas, a pergunta não é mais se drones armados podem representar risco. É o que acontece quando a mesma tecnologia que ataca comunidades no Rio for direcionada contra uma subestação, uma usina solar ou um centro logístico.
O que o Fantástico revelou
Durante quase dois meses, a equipe de reportagem do Fantástico acompanhou imagens de comunidades dominadas por organizações criminosas no Rio de Janeiro. O que encontraram vai muito além do uso de drones para reconhecimento ou transporte de ilícitos.
Ataques com granadas lançadas do ar. Drones sobrevoam áreas de disputa entre facções e lançam granadas e artefatos explosivos artesanais contra casas e posições rivais. Em Brás de Pina, na Zona Norte, um adolescente de 15 anos ficou ferido após ser atingido por um explosivo com pregos lançado por drone, sofrendo fratura na perna.
Comunidades inteiras vivendo sob medo aéreo. Na Favela do Quitungo, campos de futebol ficam vazios à noite porque moradores temem ataques. Até os próprios criminosos evitam permanecer em áreas abertas quando percebem drones no céu.
Estruturas improvisadas contra ataques aéreos. Comunidades passaram a instalar coberturas sobre ruas e becos para dificultar que drones lancem explosivos sobre os moradores, em uma adaptação precária e desesperada contra uma ameaça para a qual não existe proteção.
Compartilhamento nas redes como intimidação. Membros do Comando Vermelho divulgam vídeos de ataques com drones nas redes sociais para intimidar rivais e demonstrar poder. Drones DJI Matrice e Mavic aparecem nos registros armados com dispositivos explosivos improvisados.
Conexão com a guerra da Ucrânia. As investigações da Polícia Civil apuram a suspeita de que integrantes de facções tenham viajado para a Ucrânia para aprender técnicas de uso de drones em combate. O legado da guerra ucraniana, o uso de pequenos drones comerciais como armas, já é realidade operacional no crime brasileiro.
A resposta institucional: COANT e a corrida contra o tempo
Diante da escalada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro criou em março de 2026 a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT), uma estrutura exclusiva para investigar e combater o uso de drones por organizações criminosas.
O governo do Rio anunciou um investimento de R$ 27 milhões, após a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, onde 2.500 agentes enfrentaram drones do tráfico lançando granadas durante a ação.
E em uma operação na comunidade de Acari, policiais apreenderam pela primeira vez um interceptador de drones de origem ucraniana, instalado em um sótão e capaz de bloquear sinais de drones e GPS em um raio de 7 quilômetros, confirmando que o crime não apenas usa drones, mas já opera tecnologia de guerra eletrônica para combater os drones adversários.
A velocidade com que as forças de segurança estão se reorganizando mostra a gravidade do cenário. Mas mostra também que a resposta institucional, por mais rápida que seja, está correndo atrás de um crime que se adapta mais rápido.
O que isso significa para a segurança de instalações privadas
A reportagem do Fantástico foca nas comunidades do Rio. Mas a tecnologia que o crime usa e as técnicas que ele domina não têm endereço fixo.
Se facções criminosas já operam drones com explosivos em áreas urbanas, drones de reconhecimento sobre usinas solares e equipamentos de guerra eletrônica contra drones da polícia, a aplicação dessas mesmas capacidades contra instalações privadas não é cenário hipotético. É uma progressão lógica.
Instalações de energia. Subestações e usinas solares em áreas remotas concentram alto valor em locais com baixa vigilância. Um drone com explosivo pode danificar transformadores e painéis sem que o atacante precise se aproximar.
Data centers. Infraestrutura crítica onde um ataque físico pode causar interrupção de serviços com impacto para milhares de empresas.
Centros logísticos. O reconhecimento por drone antes de roubos de carga já é documentado. A escalada para sabotagem aérea é o próximo passo.
Mineradoras e agronegócio. Operações remotas com maquinário de alto valor, combustível armazenado e equipes reduzidas de vigilância.
Presídios. Além do transporte de ilícitos e do uso de bloqueadores, a possibilidade de ataques aéreos contra unidades prisionais para facilitar fugas ou resgates.
Como proteger sua instalação contra drones com explosivos
A proteção contra essa ameaça exige detecção antecipada. Quando o drone já está sobre o alvo, é tarde. O sistema precisa identificar a aeronave enquanto ela ainda está a distância, com tempo para acionar protocolos de alerta e resposta.
A Ôguen oferece a cobertura anti-drone mais completa disponível no Brasil, com camadas complementares de detecção:
R2 Wireless: detecção por radiofrequência. Monitora continuamente o espectro de RF ao redor da instalação.
Radar de Drones Magos: detecção por radar. Identifica e rastreia aeronaves pelo objeto físico no ar, incluindo drones controlados por fibra óptica que não emitem RF e drones operando em ambientes com bloqueadores de sinal.
A combinação fecha o espaço aéreo por duas vias de detecção simultâneas. Nenhuma outra arquitetura disponível no Brasil oferece esse nível de resiliência.
Conclusão: o Fantástico mostrou ao Brasil. A sua instalação está preparada?
Quando o maior programa de televisão do país dedica uma reportagem ao uso de drones armados pelo crime organizado, o tema deixa de ser preocupação de especialistas e vira realidade nacional.
Granadas lançadas sobre casas, adolescentes feridos por explosivos com pregos, comunidades inteiras vivendo sob medo aéreo, equipamentos de guerra eletrônica ucranianos apreendidos em favelas. Esse é o cenário que o Brasil enfrenta em 2026.
A tecnologia para detectar e rastrear drones com explosivos antes que cheguem ao alvo existe, está validada por forças armadas no mundo todo e está disponível no Brasil pela Ôguen. A pergunta para cada gestor de segurança é se a sua instalação vai ter essa proteção antes ou depois de o problema chegar até ela.
Quer entender como proteger sua instalação contra drones armados? Entre em contato com a Ôguen.




