O Ministério Confirmou o Que a Ôguen Já Alertava na Record: Guarulhos Vai Ter Sistema Antidrone

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O sistema antidrone para aeroportos virou pauta nacional em maio de 2026, quando a Ôguen participou de uma reportagem especial da Record TV (confira a matéria) sobre um dos desafios mais urgentes da aviação brasileira: a presença descontrolada de drones não autorizados ao redor do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país. Na ocasião, apresentamos a tecnologia R2 como uma solução capaz de identificar pelo menos 95% de qualquer drone em operação nas proximidades, inclusive aqueles que não emitem localização via GPS.

Nesta semana, o Ministério de Portos e Aeroportos tornou oficial o que a urgência dos dados já apontava. O ministro Tomé Franca encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) as diretrizes para que Guarulhos inicie o processo de aquisição e implantação de um sistema de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização de drones. A concessionária do aeroporto ficará responsável pela aquisição, operação e primeira resposta, com equipamentos homologados pela Anatel e áreas de proteção definidas em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

 

Os números que justificam o sistema antidrone para aeroportos

A diretriz do Ministério não surge no vácuo. Os dados levantados pelo próprio Jornal da Record, na reportagem em que a Ôguen participou, já mostravam a escala do problema:

35 ocorrências envolvendo drones em Guarulhos em 2025, um número que já sinalizava um padrão recorrente, não incidentes isolados.

10 novos casos registrados apenas nos dois primeiros meses de 2026, ritmo que, mantido, superaria com folga o total do ano anterior.

Paralisação completa das operações por cerca de três horas em fevereiro de 2026, com 8 voos cancelados e 32 desviados para outros aeroportos, após atividade não autorizada de drones nas proximidades da pista.

Uso comprovado por organizações criminosas, com a Polícia Federal apreendendo 160 kg de cocaína dentro do aeroporto em uma ação na qual os criminosos usavam drones para monitorar a movimentação do terminal antes de agir.

Diante desse histórico, a escolha de Guarulhos como primeiro aeroporto a receber a exigência oficial não é surpresa. O próprio Ministério justificou a decisão pela “relevância para a malha aérea nacional e histórico de ocorrências envolvendo drones nas proximidades do aeroporto”.

 

O que muda com a diretriz oficial

A determinação do Ministério estabelece um processo estruturado e articulado entre múltiplos órgãos federais:

ANAC conduz a avaliação de risco e custo-benefício da implantação, ouvindo Polícia Federal e Decea.

Polícia Federal participa da articulação de segurança em torno do sistema.

Decea define as áreas de proteção e os procedimentos de suspensão e retomada das operações aéreas quando uma ameaça é identificada.

Anatel homologa os equipamentos que poderão ser utilizados.

A concessionária do aeroporto arca com a aquisição, implantação, operação e primeira resposta a qualquer ocorrência.

 

Um ponto estratégico da diretriz merece atenção especial: o Ministério já sinalizou que a experiência de Guarulhos servirá de base para avaliar a extensão do modelo a outros aeroportos do país, considerando critérios como movimentação de aeronaves e passageiros, relevância para a malha aérea nacional e histórico de ocorrências com drones. Guarulhos é o primeiro capítulo de uma política que tende a se expandir.

 

Por que a tecnologia certa precisa ir além da simples presença de sinal

Como já discutimos na reportagem da Record, o desafio técnico central da detecção de drones em ambiente aeroportuário não é apenas identificar a presença de um equipamento: é identificar drones que não emitem sua localização via GPS e que podem escapar de sistemas de radiofrequência mal dimensionados.

O R2 Wireless, tecnologia de detecção por radiofrequência de longo alcance apresentada pela Ôguen na reportagem da Record, opera com triangulação de múltiplos sensores para identificar e localizar o drone, mesmo quando o equipamento não emite sua posição via GPS. É essa capacidade que sustenta a estimativa de identificar pelo menos 95% de qualquer drone em operação nas proximidades de uma instalação, seja ele conduzido por um entusiasta descuidado, seja por um grupo criminoso monitorando o terminal antes de uma ação, como já documentado dentro do próprio Aeroporto de Guarulhos.

 

O momento certo para o mercado brasileiro amadurecer nessa conversa

A diretriz do Ministério para Guarulhos é um marco regulatório, mas o problema que ela endereça não é novo, nem exclusivo de aeroportos. Ao longo dos últimos meses, temos documentado a mesma escalada de sofisticação no uso de drones por organizações criminosas em diferentes contextos: reconhecimento de instalações antes de invasões, transporte de ilícitos em presídios, ataques com explosivos e, agora, o risco direto à aviação civil que motivou a ação do governo federal.

 

Para o setor de aviação, a mensagem da diretriz é clara: o sistema antidrone para aeroportos deixou de ser uma discussão técnica de nicho e passou a ser exigência regulatória com processo de homologação definido. Para outros setores de infraestrutura crítica que ainda avaliam se vale a pena investir nessa camada de proteção, Guarulhos é um exemplo concreto de como a ausência de detecção antecipada já está gerando paralisação operacional, risco à segurança e, agora, resposta regulatória.

 

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