30 Mil Metros de Cabos Furtados em Uma Usina Solar: Quando o Monitoramento Chega Tarde Demais

Um caso de furto de cabos em usina solar terminou em prisão em flagrante em Buritizeiro, no Norte de Minas Gerais: dois homens, de 31 e 33 anos, foram presos suspeitos de retirar aproximadamente 30 mil metros de cabos de uma usina de energia solar na zona rural do município. A central de monitoramento da usina registrou a ação dos criminosos por meio das câmeras de segurança: as imagens mostravam um homem abrindo o portão da unidade e, em seguida, um carro entrando rebocando uma carretinha.

A Polícia Militar foi acionada e, durante o deslocamento até a usina, encontrou um veículo parado às margens da estrada, com os suspeitos do lado de fora. Questionados, eles confirmaram que estiveram na usina para furtar os cabos solares fotovoltaicos e que usavam a carretinha para transportar o material. Como o equipamento estava pesado e se soltava constantemente durante o trajeto, os criminosos decidiram escondê-la em uma área de vegetação, a cerca de quatro quilômetros da usina, até conseguirem outro veículo para completar o transporte. Colaboradores da empresa confirmaram que aproximadamente 30 mil metros de cabos haviam sido retirados da instalação.

Os dois foram presos em flagrante por furto qualificado mediante rompimento de obstáculo, já que o cadeado do portão da usina foi cortado para permitir a entrada.

 

furto de cabos em usina solar - 1

Um volume que expõe o tamanho real do furto de cabos em usina solar

Furtos de cabos em usinas solares já são uma realidade documentada no Brasil, mas a escala deste caso chama atenção. Trinta mil metros de cabo representam um volume muito superior ao de furtos anteriores registrados em outras usinas pelo país, que costumam variar entre algumas centenas e poucos milhares de metros por ocorrência.

Esse volume não é retirado em poucos minutos. Exige tempo de permanência dentro da instalação, ferramentas adequadas e, como mostra o próprio caso, um veículo de apoio dimensionado para o transporte, ainda que o plano tenha falhado quando a carretinha carregada se mostrou pesada demais para o trajeto. A escala da ação sugere um grupo com conhecimento prévio da instalação e planejamento para uma ação de grande volume, não um furto oportunista de poucos metros de fiação.

 

O monitoramento funcionou, mas depois que o dano já estava feito

O caso de Buritizeiro tem um desfecho positivo em termos de resposta: o sistema de monitoramento por câmeras identificou a movimentação, a central acionou a polícia, e os suspeitos foram presos em flagrante. Mas é importante observar em que momento a detecção aconteceu.

As câmeras registraram a ação enquanto o portão já estava sendo aberto e o veículo já entrava na instalação. Nesse ponto, os criminosos já tinham acesso à área e já estavam prestes a iniciar a retirada dos cabos. O monitoramento por câmera confirmou o que estava acontecendo, mas não impediu que a ação avançasse até o ponto de 30 mil metros de material já removidos da usina antes da chegada da polícia.

Essa sequência ilustra uma limitação estrutural de sistemas baseados exclusivamente em câmeras posicionadas nos acessos: elas registram a entrada, mas a detecção de fato só acontece quando o invasor já está dentro do campo de visão da câmera, o que, na prática, frequentemente coincide com o momento em que ele já está dentro do perímetro.

 

Como a detecção por radar Magos mudaria essa sequência

Confira o radar Magos em ação

Uma arquitetura de segurança perimetral com Radar Magos muda o momento em que a detecção acontece. Em vez de depender da aproximação estar dentro do campo de visão de uma câmera fixa no portão, o radar cobre a área externa ao redor de toda a instalação, identificando a aproximação de pessoas e veículos antes que alcancem qualquer ponto de acesso.

No cenário de Buritizeiro, isso significaria detectar o veículo com a carretinha se aproximando da usina, ainda na estrada de acesso, antes mesmo de chegar ao portão. O alerta chegaria à central com a localização exata da aproximação, permitindo que a resposta fosse acionada minutos antes de qualquer corte de cadeado ou remoção de cabo.

A classificação por inteligência artificial do radar distingue automaticamente veículos de outros elementos do ambiente, o que é particularmente relevante em áreas rurais como a zona onde a usina de Buritizeiro está instalada, cobrindo grandes extensões de perímetro com poucas unidades e sem depender de pontos fixos de câmera que só reagem quando o invasor já está próximo ou dentro da área monitorada.

 

O prejuízo desse furto de cabos em usina solar vai além do valor do cobre

Um furto dessa escala representa um dos maiores prejuízos documentados em uma única ação contra uma usina solar no Brasil. Além do valor do material em si, a reposição de 30 mil metros de cabeamento fotovoltaico envolve custo de material, mão de obra especializada para reinstalação e, dependendo da extensão dos trechos afetados, possível interrupção ou redução da geração de energia até a conclusão do reparo.

Para operadoras de usinas solares, o caso de Buritizeiro reforça que o custo de um único furto de cabos em usina solar de grande escala pode superar, em muito, o investimento necessário para implementar uma camada de detecção que impeça a aproximação antes que qualquer cabo seja tocado.

 

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